terça-feira, 30 de setembro de 2008

POEMA 20

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.

Escrever por exemplo: "A noite está estrelada,

E tiritam, azuis, os astros à distância."

O vento da noite circula no céu e canta.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.

Eu a amei, e ela às vezes também a mim.

Em noites como esta eu a tive entre meus braços.

Tantas vezes a beijei sob o céu infinito.

Ela me amou, e eu às vezes também a amava.

Como não amar aqueles grandes olhos fixos.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.

Pensar que não a tenho. Sentir que está perdida.

Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.

E o verso cai na alma como orvalho no capim.

Não importa que meu amor não pudesse mantê-la.

A noite é estrelada e ela não está comigo.

Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Lá ao longe.

Minh'alma não se conforma com tê-la perdido.

Tentando trazê-la meu olhar a procura.

Meu coração a procura e ela não está comigo.

A mesma noite faz branquear as mesmas árvores.

Já não somos os mesmos de antes, admito.

Eu já não a amo, certo, mas quanto a amei.

Minha voz buscava o vento para atingir seu ouvido.

De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.

Sua voz, seu corpo claro. Seus olhos infinitos.

Já não a amo, certo, mas talvez a ame.

É tão curto o amor, e é tão longo o olvido.

Porque em noites como esta eu a tive entre meus braços,

minh'alma não se conforma com tê-la perdido.

Ainda que esta seja a última dor que ela me causa,

e estes sejam os últimos versos que lhe dedico.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Fora de moda

Se não estivesse tão fora de moda... iria falar de Amor.

Daquele amor sincero, olhos nos olhos, frio no coração, aquela dorzinha gostosa de ter muito medo de perder tudo...

Daqueles momentos que só quem já amou um dia conhece bem...

Daquela vontade de repartir, de conquistar todas as coisas, mas não para retê-las no egoísmo material da posse, mas para doá-las no sentimento nobre de amar.

Se não estivesse tão fora de moda...

Eu iria falar de Sinceridade.

Sabe, aquele negócio antigo de Fidelidade...

Respeito mútuo... e aquelas outras coisas que deixaram de ter valor?

Aquela sensação que embriaga mais que a bebida; que é ter, numa pessoa só, a soma de tudo que às vezes procuramos em muitas...

A admiração pelas virtudes e a aceitação dos defeitos, mas, sobretudo, o respeito pela individualidade, que até julgamos nos pertencer, mas que cada um tem o direito de possuir...

Se não estivesse tão fora de moda...

Eu iria falar em Amizade.

Na amizade que deve existir entre duas pessoas que se querem bem...

O apoio, o interesse, a solidariedade de um pelas coisas do outro e vice-versa.

A união além dos sentimentos, a dedicação de compreender para depois gostar...

Se não estivesse tão fora de moda...

Eu iria falar em Família. Sim.. .Família!

Essa instituição que ultimamente vive a beira da falência, sofrendo contínuas e violentas agressões.

Pai, Mãe, Irmãos, Irmãs, Filhos, Lar...

Aquele bem maior de ter uma comunidade unida pelos laços sangüíneos e protegidas pelas bençãos divinas.

Um canto de paz no mundo, o aconchego da morada, a fonte de descanso e a renovação das energias...

E depois, eu iria até, quem sabe, falar sobre algo como... a Felicidade.

Mas é uma pena que a felicidade, como tudo mais, há muito tempo já esteja tão fora de moda e tenha dado seu lugar aos modismos da civilização...

Ainda assim, gostaria que a sua vida fosse repleta dessas questões tão fora de moda e que, sem dúvidas fazem a diferença!

Afinal, que mal faz ser um pouquinho “careta.”?!?!

(Autor Desconhecido)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

BORED


Eu vou mudar tudo que não me convém....