terça-feira, 19 de dezembro de 2006

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Está crescendo
Cada dia fica mais intenso
E é justamente o meu medo
Que cresça demais
Tome conta de mim
Falta pouco para acontecer
Já me faz perder a cabeça
Ocupa meus pensamentos
Já me faz falta
Ou será que já tomou conta
dos meus sentimentos e ainda não percebi?
?

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006


A vida é assim
de reprende tudo muda
o que não era passa a ser
o que era não é mais
Na verdade não sabemos nada
somos simples participantes
Quando a gente pensa
que sabe todas as respostas
ela muda as perguntas.
Queria muito que não fosse
Ou que fosse eu
Ou até mesmo não
Quem sabe?
Vamos ver o que
a nossa amiga vida
vai aprontar

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Seja um idiota


A idiotice é vital para a felicidade

Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre.

Putz!

A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado?

Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes,

separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota!

Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você.

Ignore o que o boçal do seu chefe disse.

Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias,

inseparavelmente, é ele.

Pobre dele.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro,

sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice.

Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra

tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?

Alguém que sabe resolver uma crise familiar mas

não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um

fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?

É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E

daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar?

Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer?

Espero que não.

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas...a realidade já é dura;

piora se for densa.

Dura, densa, e bem ruim. Brincar é legal. Entendeu? Esqueça o que te

falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com

comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar

descalço, não tomar chuva. Pule corda!

Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e

lamber a tampa do iogurte.

Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não"

realmente aceitável.

Teste a teoria. Uma semaninha, para começar. Veja e sinta as coisas

como se elas fossem o que realmente são:

passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau

humor e transmitir isso adiante ou sorrir...

Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!

Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho

GOSTOSO agora?

"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche"

E não se esqueça de Ser Feliz.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Certo por linhas certas


Certa por linhas certas
É assim que a vida é escrita
Repentinamente, tudo muda
Tudo Muda
O que parecia pesadelo, acorda
Para o que parecia insônia, sonho
Ontem já não importa
Renovar-me-ei
Livre
Inconsequente
Não quero pensar no amanha, nem no ontem
Hoje
Amanhã pode não chegar
Só do hoje temos certeza
Certeza
Eu quero!
Realizar esse sonho
Toda felicidade do mundo,
Ah, como quero!
Sei que posso, sei que conseguirei!

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

A construção do "eu"...


Não somos apenas levados à revelia numa torrente.
Somos participantes.
Nisso reside nossa possível tragédia: o desperdício de uma vida com seus talentos truncados se não conseguirmos ver ou não tivermos audácia para mudar para melhor – em qualquer momento, em qualquer idade.
A elaboração desse “nós” iniciado na infância ergue as paredes da maturidade e culmina no telhado da velhice, que é coroamento, embora em geral seja visto como deteoriação.
Nesse trabalho, nossa mão se junta às dos muitos que nos formam. Libertando-nos deles com o amadurecimento, vamos montando uma figura: quem queremos ser, que pensamos que devemos ser – quem achamos que merecemos ser.
Nessa casa, a casa da alma e a casa do corpo, não seremos apenas fantoches que vagam, mas guerreiros que pensam e decidem.
Construir um ser humano, um nós, é trabalho que não dá férias e nem concede descanso: haverá paredes frágeis, cálculos mal feitos, rachaduras. Quem sabe um pedaço que vai desabar. Mas se abrirão também janelas para a paisagem e varandas para o sol.
O que se produzir – casa habitável ou ruína estéril – será a soma do que pensaram e pensamos de nós, do quanto nos amaram e nos amamos, do que fizeram pensar que valemos e do que fizemos para confirmar ou mudar isso, esse selo, sinete, essa marca.

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Qual a sua experiência?


CURRICULUM VITAE
"Eu já dei risada até a barriga doer, já nadei até perder o fôlego, já chorei até dormir e acordei com o rosto desfigurado.
Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e jogador de futebol.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone, já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo, Já fiz confissões antes de dormir num quarto escuro pro melhor amigo.
Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda.
Conheci a morte de perto, e agora anseio por viver cada dia.
Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já saí pra caminhar sem rumo, sem nada na cabeça, ouvindo estrelas.
Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita:
"- Qual sua experiência?"
Essa pergunta ecoa no meu cérebro:
"- experiência...experiência..."
Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência?
Não!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!"

Autor Desconhecido.